Nessa linda sexta feira vão ai 13 origens das mais populares superstições. Grande parte das superstições vêm da religião e de antigamente. Se você põe na cabeça que deve seguir esses mitos e não sabe como eles surgiram é hora de saber.Sexta-feira 13.
A palavra escandinava Friadagr e a inglesa Friday, que significam sexta-feira, têm suas origens em uma lenda protagonizada pela deusa do amor cujo nome é Friga. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, Friga passou a se reunir, todas as sextas feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para
rogar praga sobre a humanidade. Na Europa, a superstição é reforçada pelo relato bíblico da última ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo – que aconteceu numa sexta-feira.
Bater três vezes na madeira.
A origem mais provável de bater três vezes na madeira pode estar no
fato de os raios caírem com freqüência sobre as árvores. Os povos
antigos – desde os egípcios até os índios do continente americano –
teriam interpretado este fato como sinal de que tais plantas seriam as
moradoras terrestres dos deuses. Assim, toda vez que sentiam culpados
por alguma coisa, batiam no tronco com os nós dos dedos para chamar a
divindades e pedir perdão.Cuidado! Quebrar espelho dá sete anos de azar!
O reflexo da imagem é a alma, o outro eu, o duplo, passível de perigos e acidentes como o próprio corpo físico. Não avistar a imagem pessoal no espelho é denúncia indiscutível de que a alma está condenada a desaparecer. Daí uma série de superstições. Quebrar o espelho é despedaçar a própria alma, e, portanto resulta em sete anos de azar. Não se fala diante do espelho. Não se deve olhar o espelho durante a noite. Quando alguém morre, cobre-se o espelho na primeira semana do falecimento. Um espelho que se parte inexplicavelmente anuncia a morte de uma pessoa da casa.
Ferradura.
Essa superstição nasceu, possivelmente, pela comparação. A ferradura
dá ao cavalo firmeza, estabilidade e ritmo no passo. Não importa onde
estivesse manteria a presença desses elementos de segurança, equilíbrio
inalterável, solidez e tranqüilidade. Com a ferradura na porta, chamaria
a prosperidade em negócios e pretensões, como também proteção, defesa e
conforto. Na França, Inglaterra, Itália, Península Ibérica, acredita-se
firmemente que a ferradura, encontrada por acaso, seja uma oferta do
destino favorável. E a confiança, sinônimo da esperança, explica, às
vezes, o milagre do êxito.
Passar debaixo da escada.
Alguns acreditam que a superstição surgiu na Europa Medieval. Quando
um castelo era atacado, a ponte era recolhida. Um dos únicos meios de
invadir era usar escadas. A defesa para esse tipo de ataque era derramar
óleo fervendo ou passar piche nos muros do castelo para repelir os
invasores. Quem segurava as escadas, geralmente recebia um banho mortal.
Portanto, segurar uma escada por debaixo passou a significar má sorte.
Ainda hoje é considerado mau agouro andar por debaixo da escada de um
pintor, pois objetos podem cair de cima.
Gato preto.
No
mundo do misticismo, os gatos são portadores de um poder mágico
infinitamente superior ao do homem. Com toda probabilidade, esta antiga
crença deriva da adoração à deusa egípcia Bubastis, que tinha forma de
gato. Os egípcios estavam convencidos de que os gatos possuíam alma, e
prova disso são os restos mumificados destes felinos achados nas
escavações arqueológicas.
Quebrar um espelho.
As
crendices relativas ao espelho são as mais citadas em todo o Ocidente
cristão, talvez por seu uso divinatório. A catoptromancia, isto é, a
arte de adivinhar pelo espelho, procede da Pérsia e, ainda que tenha
tido um relativo sucesso durante a Grécia Antiga e a Idade Média, foi
duramente perseguida pela Igreja.
É
provável, no entanto, que estas crendices obedeçam à idéia de que nosso
reflexo é outra versão do original e, se causamos defeitos no espelho,
causamos-nos dano a nós mesmos. Assim, quebrar o espelho é fazer o mesmo
com o alma, e aqui é onde entra a crendice de que a quebra de um
espelho traz má sorte durante sete anos. Este período se deve à crença
de que o corpo experimenta uma mudança na constituição fisiológica a
cada sete anos.
Colocar flores nas sepulturas.
Na atualidade, enfeitam-se as sepulturas com flores como mostra de afeto, mas a intenção original não era outra que a de proporcionar algo vivo com o fim de dar felicidade. A coroa circular, colocada sobre a tumba ou a porta principal do cemitério, encerrava simbolicamente o espírito e impedia-o de voltar.
Passar por baixo da escada.
Esta e outras crendices
associadas às escadas estão relacionadas com o medo ao cadafalso, aquele
local onde se aplicava a forca aos condenados. Antigamente, devido à
grande altura que este costumava ter, era necessária uma escada para
colocar a corda do enforcamento na posição correta, bem como para
retirar depois o cadáver do condenado. Qualquer um que passasse por
baixo da escada corria o perigo de dar de frente com o morto. Daí vem a
crendice.
Derramar sal.
Má
sorte, se isto lhe ocorre ao segurar o saleiro, a não ser que se
apresse a pegar uma pitada e jogá-la acima do ombro esquerdo diretamente
na cara do diabo. Porquê este é o local onde o cramulhão aguarda
paciente para que nossa natureza pecadora renuncie a alma para sempre.
O
sal jogado não tem outro fim que o de cegar temporariamente, para que o
espírito tenha tempo de voltar a ficar afiançado pela boa sorte. Desde a
Grécia antiga, o sal teve um grande poder simbólico: procede da Mãe
Terra, do mar; as lágrimas e a saliva são salgadas, e conserva,
condimenta e enriquece os alimentos.
As sete vidas do gato.
A
excepcional resistência do gato, capaz de sair ileso de situações nas
que outros animais, com toda certeza, morreriam, levou a crença de que
este felino tem mais de uma vida. Não há dúvida de que seus hábitos
noturnos, seus olhos refulgentes na escuridão, sua sobressalente
agilidade e sua pose majestosa contribuíram para que nossos antepassados
sentissem uma especial admiração, e inclusive veneração, por este
animal. Conta-se que, por exemplo, Maomé cortou a manga de sua
vestimenta para não perturbar o sono de seu gato que dormia sobre ela. O
profeta via nele uma criatura digna do maior respeito e de um
tratamento afetuoso.
Abrir o guarda-chuva dentro de casa.
Nenhum
supersticioso teria jamais a ousadia de abrir um guarda-chuva dentro de
uma casa. A origem deste temor se remonta à época em que os reis
orientais e africanos usavam sombrinhas para proteger-se dos raios
solares. Devido a sua conexão com o astro rei e porque também sua forma
simboliza o disco solar, abrí-lo num lugar sombreado, fora dos domínios
do Sol, era considerado um sacrilégio.
A sorte da pata de coelho.
A
estranha tradição de carregar uma pata de coelho no bolso para atrair a
sorte não veio deste animal, senão da lebre. Nas regiões medievais da
Europa existia a crença de que as bruxas se transformavam em lebres para
sorver o leite das mulheres que tinham dado a luz. Antigamente, as
cabras, vacas, porcos, lebres e outros animais eram criados soltos e
entravam livremente na casa de seus donos. Os camponeses criavam lebres
para sua alimentação e cuidavam delas com esmero e carinho.
Alguns
tratados da época mencionam que as mulheres grávidas e durante a época
de amamentação costumavam sentar-se num canto da casa tendo ao lado um
destes animais para que as esquentasse do frio extremo. Em troca, muitas
delas deixavam que a lebre mamasse de seu peito.
A
tradição popular afirmava que durante a caça das bruxas, elas
transformavam-se em lebres e iam para as casas dos camponeses para
salvar-se do perigo. Inclusive tinha uma maneira de reconhecer o engano:
se a lebre fosse difícil de pelar ou demorasse a cozinhar, então alguma
bruxa tinha se transformado no animal antes de morrer.
Cruzar os dedos.
Quando
se formula um desejo, conta-se uma mentira ou frente a algum perigo, é
costume cruzar os dedos. O gesto, que evoca uma cruz, conjura a má sorte
e afasta as influências maléficas, segundo os supersticiosos. Desde os
primeiros tempos do cristianismo cria-se que, colocar o polegar sob os
outros dedos ou fazer figa, afastava aos fantasmas e maus espíritos.
Fontes: Anhembi, Márcia' Site


































2 Comentários - Comente!:
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